9 de agosto de 2009

Achei na internet, bonito...

"Me apaixonar. Amar e ser amada. Olhar, beijar, mostra para os amigos. Contar para a família. Sair para jantar. Tornar público. Ouvir aprovações. Ciúmes. Chorar ao som das músicas tocadas no rádio. Fazer meses, fazer anos. Pedir um convite a mais. Durar. Noivar. Tirar fotos. Fazer jantar. Assistir a um filme, cuidar.
Tudo isso, tão bela e real aos olhos da maioria. Eu mesma, presencio novos casos como esses a cada dia. Mas nunca comigo, estranho...
Me apaixonei, amarei e serei amada. Nos olhamos e nos olharemos, nos beijaremos. Talvez, daqui há um bom tempo, nos mostraremos para os nosso amigos. Talvez nunca contarei para a família. Sairemos para jantar, como bons amigos. Tornaremos público? Provavelmente sim, para um grupo restrito... Ouviremos pouquíssimas aprovações. Não terei ciúmes, já estou tão (mal)acostumada, que até dividir seria normal. Choro com músicas de letras melancólicas e talvez mais proibidas, via fone de ouvido, no baixo volume... Gostaria de fazer meses, amaria fazer anos. Não poderia ter motivos para pedir um convite a mais. Talvez dure. Nunca noivarei. Tirei e tirarei fotos, como bons amigos. Fazer jantar, sim, numa viagem, ou numa "sumida"... assistir e cuidar, é, da mesma forma.
Se eu pudesse escolher, tiraria os verbos do futuro. Se pudesse, viveria minha vida seguindo o primeiro parágrafo. Mas não escolhi na hora de amar. E agora, sim:
Eu escolho, eu resolvo me amar. Eu escolho gostar de gostar. É do meu mor que eu gosto, assim, sem tirar nem pôr: gosto do seu cheiro, do seu carinho, da sua voz, sim, das suas mãos. Quantas mães de família, atualmente, lamentam seu amor mal-vivido, quantas dessas não dariam tudo para estar, como eu, à flor da pele...
Tenho o melhor momento. Talvez não a melhor consequência, ou o melhor motivo...
Então, que o tempo passe, que o verbo seja conjugado no presente e no passado. Que a vida me tome de emoções, que a flor desabroche, que a champagne seja aberta, a ceia seja feita, que as folhas velhas sejam arrancadas. Pois eu quero sentir o cheiro do novo, quero sentir o que o mundo me mostra e eu somente vejo.
Quero sair do casulo, quero ser borboleta colorida a voar.
No meu céu, no seu céu... Será mesmo que ele é o mesmo?

... No momento, eu te amo... "


Daí lembrei de alguns trecho musicais:

"Nem quero pensar se é certo querer..."
"Eu te amo calado, como quem ouve uma sinfonia de silêncio e de luz... Nós somos medo e desejo, somos feitos de silêncio e som..."



Bjs!!

4 comentários:

  1. Bárbara... me encontro sem palavras!!!

    Achei isso intrigante, de igual modo irritantemente perfeito.

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  2. Contidamente, continuamos. E substituimos expressões fatais como "não resistirei" por outras mais mansas, como "sei que vai passar". Esse o nosso jeito de continuar, o mais eficiente e também o mais cômodo, porque não implica em decisões, apenas em paciência...

    Beijocas.

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  3. quero sentir o que o mundo me mostra e eu somente vejo.
    Quero sair do casulo, quero ser borboleta colorida a voar.

    ai, bárbara... ai.

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