22 de setembro de 2011

O que as ilusões me trazem

Eu posso até não estar acompanhada
Mas a minha poesia nunca fica só
Se a vida me ganha num momento
Se ela me mostra uma realidade
Ou até uma inspiração
Em forma de gente
Embalo tudo no aqui e levo pra casa

Arranco do peito e ponho no papel
A energia que perpassa o lápis 
Enquanto ele desvirgina o papel
Me consola -
O impossível dentro do impossível me serve de alimento
Escrevo, então
E assim percebo: apenas começo
Não penso
Simplesmente sinto

E o lápis rabisca
É ele que decifra
O que não se pode dizer
Ele faz palavras
Do que o aqui dentro
Cala
E me cala.

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