Eu posso até não estar acompanhada
Mas a minha poesia nunca fica só
Se a vida me ganha num momento
Se ela me mostra uma realidade
Ou até uma inspiração
Em forma de gente
Embalo tudo no aqui e levo pra casa
Arranco do peito e ponho no papel
A energia que perpassa o lápis
Enquanto ele desvirgina o papel
Me consola -
O impossível dentro do impossível me serve de alimento
Escrevo, entãoE assim percebo: apenas começo
Não penso
Simplesmente sinto
E o lápis rabisca
É ele que decifra
O que não se pode dizer
Ele faz palavras
Do que o aqui dentro
Cala
E me cala.
Nenhum comentário:
Postar um comentário